18 de set. de 2012

Encontrar-se ou Esquecer-se?



          Hoje eu estou inspirado ao contrário! Finalmente cheguei do outro lado da lua; no dark side da rua!
Na verdade foda-se a lua! Foda-se os versos e foda-se a poesia!
Não quero falar de romance, nem física quântica. Não quero inventar palavras, nem falar de Shakespeare, nem filosofia ´Kantica´.  
Não quero pensar em qual palavra usar que vai rimar com a antítese da escolhida! Tudo tolice despercebida. 
Não quero tentar dar sentido à incoerência; misturar opostos e recitar a semelhança. Tudo artefato fácil de uma mente confusa. 
Hoje eu quero escrever a verdade nua e turva. A que eu mais gosto na verdade. Mas sem contemplar o absurdo!

Encontrar-se ou esquecer-se? Eis a verdadeira questão. Porra, lá vem eu de novo evocando Shakespeare e o deformando de mim. 
Foda-se Shakespeare então! Esquece-se Shakespeare. 
A questão é encontrar-se por quê? E se eu encontrar um cara ruim? Um cara mau! Não to afim de lutar contra mim mesmo, vasculhar um abismo surreal. Sei quais motivos infantis me tornaram assim. Eu sei de onde eu vim e sei que apesar de tudo não sou uma pessoa tão ruim assim. 
Mas não quero me prender à obsessão de me encontrar, e no fim, acabar de me perder num botequim qualquer. Enfim, quando sequer se sabe do que se esquecer, a solução que resta requer esquecer-se! 
Se quer dar presente ao passado a fim de deixar a história de lado - à - lado coração. Foda-se a rima e a segunda intenção! Historia de lado! E o coração alado!
Selvagem! Sem rédeas! Livre e vencido...
E com o antigo ódio esquecido.





Fabio Camara