Sempre que vires o brilho do ouro, lembrarás
de mim.
Pois o ouro sorri sem vergonha,
E sonha dourado.
Pois o ouro tem sangue guerreiro,
E é fiel ao seu reino.
Sempre que vires o brilho do ouro,
lembrarás de mim.
Pois o ouro respira fogo,
E quando aquecido,
O ouro queima,
E quando ofendido,
O ouro derrete.
Sempre que vires o brilho do ouro,
lembrarás de mim.
Pois o ouro é sólido,
E ao mesmo tempo,
Suave aos olhos.
Pois o ouro sente,
E é a chama que inspira a gente.
Sempre que vires o brilho do ouro,
lembrarás de mim.
Pois o ouro é o sol que alimenta a alma.
O ouro é o dia que ilumina a sombra.
O ouro é rico, o ouro é nobre,
O ouro ama.
Sempre que vires o brilho do ouro,
lembrarás de mim.
Mas o ouro de noite é prata.
E a prata é a luz da lua que ilumina o
mar
Que sai dos meus olhos
Ao lembrar de ti.
Por isso que sempre que vires o brilho do
ouro,
Verás também meu olhar de prata,
Deslizando no brilho da lua,
À encantar os seus olhos de mar,
Em um profundo luar de serenata.
Fabio M. Camara