6 de jun. de 2012

O Soneto da Madrugada



É  impossível dormir nesta casa de madrugada
Eu fechava os olhos e rolava de lado a lado
Respirava e me cobria de cabo a rabo
Mas o barulho constante do mar me incomodava

Nada pior que uma noite fria prolongada
Nada pior que uma vida morna congelado
Declarava-me culpado por ter de ficar calado
Mas o brilho irritante da lua me aconchegava

Lembrei me então de anos e anos de sofrimento
E de tudo que nesta vida bela eu aprendi
Nada adianta fechar os olhos e querer rolar

Nada adianta cobrir os pés e tentar dormir
Se tudo que eu quero é lhe poder falar
Que nem o sono te leva do meu pensamento.





Fabio Camara



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