16 de ago. de 2014

Em algum lugar dentro do tempo

Onde o mar encontra o vento

Num canto tranquilo do Pacífico

Existe uma surfista indígena 

De cabelo emaranhado


Ela brinca com as mãos na areia 

De pele áurea e alma livre

Dança com os pês na água

Cria asas e não raízes


Com seus olhos cor de música 

Pinta a vida como um poeta

Carrega impressa na cintura

Uma nota pura que permanece


Sem saber se é cor ardente 

Ou se é cinza que não se aquece

Sem saber se é estrela eterna 

Ou vida efêmera que envelhece


Em cada canto vê melodia

Essa moça leve que passa e fica

Em três lugares ao mesmo tempo

no peito, na pele, e no pensamento


Me serve a cada manhã do dia 

Na boca, um sabor sem fim,

Com conta gotas de poesia

Um perfume doce como Jasmim







Fabio Câmara

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