O meu país é azul e branco
do homem branco de sangue azul
Que vem de terno
Que vende tudo!
O meu país é azul e branco
Vende-se o verde e o amarelo!
Vende-se a esperança desbotada
Vende-se a mata cor de sangue
A juventude transviada
Vende-se e mata!
O meu país é azul e branco
Voa-se alto no céu da pátria
ó pássaro azul da liberdade!
Em teu formoso céu risonho e impune
Rouba-se meus raios fúlgidos
Compra-se desigualdade!
O meu país é azul e branco
O resto é preto, o resto é pouco!
Foda-se o negro sem berço esplêndido
Foda-se os versos de Pernambuco
Foda-se as almas às margens plácidas
Vende-se a honra, vende-se a calma!
O meu país é azul $ branco!
O verde-louro desta flâmula
- Envelhecida -
É da cor que engana
Ó pátria Amada - Manipulada -
Despercebida...
Fabio Câmara
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